Uma das coisas que sempre quis desde criança era ter acompanhado Dragon Ball desde o seu início. O que praticamente era impossível visto que a internet discada ainda não havia aterrissado por aqui e, nossa unica fonte com esse conteúdo eram revistas como a Herói, que ouriçava a molecada e foi a porta de entrada de muita gente no mundo dos animes.

Eu fui um desses felizardos, pois tive contato com o anime Dragon Ball através de uma dessas Heróis.

Bem, a questão é que hoje eu tive o privilégio de assistir ao primeiro episódio da nova franquia do Dragon Ball, e que diferente daquela tosqueira que foi o Dragon Ball GT, aqui temos o grande Akira Toriyama supervisionando tudo, o que trouxe um grande alivio.

OK, chega de enrolação e vamos ao que interessa!

Vivemos um momento em que grande parcela das pessoas preferem acreditar em forças sobrenaturais a encarar os fatos de que existem explicações lógicas para quase tudo. E basta uma rápida passada pela internet para ver que o charlatanismo ainda está em alta e as vitimas ainda caem nos mesmos truques - paraplégicos que voltam a caminhar, depois do pastor curá-lo? Não fode!

OH! MEU PAI! 

O Arquivos do Woo chegou aos seus 4 anos de vida e nunca fiz nada em comemoração - Apesar de nunca ter encontrado razões para o fazê-lo.

Hoje eu quero agradecer a todos os leitores e amigos que tornaram possível a existência desse humilde espaço de entretenimento. Sem os seus comentários ou mesmo ofensas - né Cicero342 e Felipe Souza - talvez esses 4 anos não tivessem sido possível.

Bem, isso é uma comemoração então irei fazer um pequeno resumo de como o Arquivos do Woo nasceu.

Recordo que quando criei o New Old Players o meu primeiro blog, eu sequer tinha um computador, mas estava tão empolgado com a ideia de interagir com a galera que escrevia sobre os jogos, que mandei emails para o criador do primeiro blog de retrô games que conheci, que por sinal pertencia ao Orákio Rob do ótimo e morto vivo Gagá Games.

Essa era a cara do New Old Players em 2011
Por um tempo foi muito bom ser parte daquilo, principalmente pelos debates que rolava no twitter. Todos eramos amigos, colegas e unidos, mas eu queria mais, pois estava cansado de fazer algo que todos faziam.

Claro, que existem pessoas fazendo o mesmo na internet, só que eu procurava pelo meu público e não alguém que me visitava apenas por ser do meio retrô e comentava sem ler o texto.

Sério, tem gente que faz isso.

Então resolvi criar o blog Woo Talks, que era para ser o meu espaço variado e por sinal nem lembro o que havia escrito por lá. Ele não vingou, então resolvi partir para o Woo Archives.


Com o Woo Archives eu me divertia bastante, tinha como meta falar sobre games, filmes e etc... Coisa que fiz no Arquivos do Woo logo após excluir o Woo Archives. Lá o problema era que sou uma negação mexendo no Wordpress, e isso unido a ausência de PC não ajudava.

Porém, eu peguei gosto por escrever assuntos diversos, então no dia 25/04/2011 eu criei o Arquivos do Woo, que teve o banner feito pelo grande Jorge Lucas, popularmente conhecido como Macho Gamer. Depois de um tempo eu troquei o banner por um feito pelo meu brother Juliano Nesbitt, criador do Retro News Forever e do canal NesbittTV




O começo foi ótimo e até consegui uma frequência, mas acabei abandonando o blog e a internet por quase 2 anos devido a diversos problemas na minha vida pessoal que por sinal tu pode ler o que houve na minha Retrospectiva 2012.

Foram dias difíceis, mas que passaram e me animam a escrever sempre, mesmo que as vezes demore um pouco - EU TENHO VIDA, NÉ!

Atualmente estou estudando, e isso consome tempo como todos devem saber e tenho um problema de atenção, o que me tira o foco das coisas ou seja me distraio fácil e isso é a maior merda. Eu também me "casei" então não dá para dedicar todo o meu tempo livre para o blog, mas tenho planos para tornar esse espaço cada vez mais bacana para melhor entretê-los.

Como podem ver o texto é bem curto, eu queria apenas mostrar um pouco da história e que vocês vissem o quanto o blog mudou no decorrer dos anos.

Eu gostaria de agradecer a muitas pessoas pelo apoio nesses anos, mas não quero ser injusto e correr o risco de esquecer o nome de algumas delas, então á vocês o meu mais sincero OBRIGADO, cês são foda!


Agradecimento especial ao Marvox do site Marvox Brasil e o Leonardo Soler do Game Gênius, que estão sempre próximo e dando aquela força e puxão de orelha.

Claro, vocês leitores são awesome demais, obrigado por me acompanharem todos esses anos.

Antes de encerrar, gostaria de pedir que todos me digam quais seções gostariam de ler com mais frequência aqui. Pode responder por comentários ou pelas redes sociais.

Então é isso, obrigado e beijos do gordo!

Depois de uma longa espera, finalmente pude assistir ao terceiro e último filme da franquia A Centopeia Humana, que foi iniciado por Tom Six em 2009.

O primeiro filme causou um alvoroço bem grande, o que culminou em milhares de crítica, só por causa do processo cirúrgico que apelidei carinhosamente de "Ass to Mouth", e que é bem comum na industria pornográfica.

Ainda não entendeu do que diabos eu estou falando? Oh, céus! Basta olhar para o banner desse artigo.

Sigamos em frente;

Em Centopeia Humana 3: Sequencia final somos levados a uma prisão de segurança máxima para criminosos sexuais. Prisão essa que é comandada com mãos de ferro pelo diretor Bill Boss (Dieter Laserao lado de seu contador, Dwight Butler (Laurence R. Harvey).

Dwight exibe os dois filmes da Centopeia Humana a Bill, explicando que essa ideia pode ser aplicada nos prisioneiros como uma forma de punição, pois o método tradicional tem gerado muitos custos ao estado , e sequer são reabilitados. De inicio Bill não dá atenção alguma e decide que castração ainda é um método muito mais eficaz de reabilitação.



Infelizmente a castração não dá certo, mas fez um bem danado ao Bill, que comeu os testículos posteriormente.

Ótima maneira de reaproveitar bolas
Bill é sádico e mentalmente instável, algo que nem precisava ser dito se você notou algo diferente na imagem acima.

Sim, ele esta devorando os bagos de um cara! OS MALDITOS BAGOS DE UM CARA!

Err... Obviamente que arrancar as bolas de um criminoso não tornará o comportamento dele menos agressivo, mas não torna tudo menos divertido.

Bem, Bill recorre a todos os meios para reabilitar e tornar menos violentos os prisioneiros, e o fato do governador (Eric Roberts) ter dado um ultimato, só faz com que Bill fique mais e mais perturbado.

Depois de perceber que castrar o prisioneiro, apenas proporcionou uma iguaria para o almoço, ele acaba por aceitar a ideia de Dwight, que resolve chamar o próprio Tom Six ( Interpretando a si mesmo) e que durante o dialogo explica a ideia original para A Centopeia Humana.


Dwight, é um tremendo pela saco, mas é bacana.
Caso você não saiba, a ideia original consistia em unir a boca de um pedófilo ao ânus de um caminhoneiro, como forma de punição.

Fazendo uso dessa ideia de punição, Dwight chega a conclusão de que não é necessário toda a mutilação apresentada nos dois primeiros filmes. Ele desenvolve um processo para a centopeia humana em que os prisioneiros não são mutilado, mas deixa pequenas cicatrizes ao redor dos lábios e ânus, como um lembrete da vida de crime.

Inicialmente esse era o plano, mas Bill resolve deixar a sua marca e cria a Lagarta Humana, e que realmente é uma grande ideia, mas deixarei vocês visualizarem mentalmente como ela deve ser.



Um fato interessante sobre Dwight, é que ele sabe o quão instável Bill é, mas não deixa o desgraçado de jeito algum, nem mesmo quando demitido. Talvez seja por seu amor a secretaria/amante de Bill, ou amor por Bill, vai saber.

Secretaria essa que é interpretada pela atriz porno Bree Olson, que aqui continua fazendo o que mais sempre fez artisticamente, mas dessa vez sem tirar a roupa.


A cabeça loira pertence a Bree Olson
No decorrer do filme, Dieter Laser mostra que não ganhou o premio de melhor ator alemão a toa, pois ele esta sensacional interpretando Bill, superando até mesmo o seu personagem de Dr. Heiter, no primeiro filme. O personagem é insano em um nível doentio, sempre alternando seu humor entre crises de violência extrema e berros à dancinhas no mínimo estranhas quando esta feliz.

O mais importante é que o filme faz você pensar no sistema prisional como um todo, pois ele deixa claro que violência não é o caminho, mas mostra que uma punição pior que a morte pode ser a solução.

Eu sei que é um filme, mas não deixa de ser uma critica ao estado que gasta muito com prisões e o sistema carcerário. O filme deixa aquela mensagem "E se houvesse uma punição pior de que o crime, será que realmente a pessoa cometeria o crime novamente, ciente de que teria a boca colada ao ânus de alguém?"  Acho que não.


Usem a imaginação
The Human Centipede 3: Final Sequence fecha a franquia com chave de ouro. Somos brindados com sangue, violência e personagens curiosos e bem interpretados, o que vai arrancar boas risadas em momentos sérios.

Certamente a galera do politicamente correto vai criticar muito, até porque o personagem Bill é racista, machista e tudo o que existe de ruim no ser humano, porém, é patriota e rola até um momento "Como assim você fuma charutos cubanos comunistas" que é hilário.

Nada que justifique sua escrotidão que beira ao absurdo, alias, uma prova de que nos adaptamos ao ambiente que nos cerca, pois Bill vive o tempo todo com medo de ser morto em uma rebelião.



Esse nunca mais vai estuprar ninguém, pode ter certeza
Eu sei que algumas pessoas se prendem mais a ideia do "ass to mouth" e por isso nunca viu o filme, então não desperdice o seu tempo falando besteira a respeito, vá assistir o filme e tire suas conclusões, assim pelo menos você apontar algo antes de encher o saco de quem gosta de filmes violentos.

E saiba que existem filmes muito mais grotesco do que a trilogia A Centopeia Humana, acredite, como o A Serbian Film que é pior, muito pior e rola maltrato com mulheres

OH MEU SANTO PAI! um filme em que rola maltrato com as mulheres, o diretor deve ser um machista gorducho achocolatado. 


Vamos pegá-los? ...

Agora que os chatos corretos se foram, quem sabe eu não escrevo a respeito desse A Serbian Film.

Espero que tenham gostado das minhas impressões sobre esse filme tão controverso, até a próxima.

Sabe aquela banda que seu amigo te apresentou e que após ouvir duas faixas na maior má vontade, tu logo diz: Mano, mó merda, cê tá ouvindo essa bosta! Hummm, boiola!

O meu contato com o Bring Me The Horizon foi dessa forma, após meu grande amigo Erivelton, apresentar o álbum "There Is A Hell, Believe Me I've Seen It. There Is A Heaven, Let's Keep It A Secret" eu repudiei o vocal, que mais se assemelhava à um bode berrando, após ter seus testículos esmagados. E não me leve a mal, apesar de curtir monstros como  Ozzy, Black Sabbath, Dio e Motörhead durante toda a adolescência, eu  gosto de conhecer bandas novas.

Bring Me The Horizon me desapontou nesse primeiro contato, mas meses depois, enquanto procrastinava pela internet, resolvi ouvir novamente aquele álbum. Foi então que tive contato com o novo álbum: Sempiternal.




Após ouvir a faixa "Shadow Moses" eu não podia acreditar que se tratava da mesma banda. Eu não consegui tirá-la do repeat, algo semelhante só aconteceu quando ouvi pela primeira vez o álbum Norma Jean - VS - The Anti-Mother, que é fantastico, ouça.

Aqui os gritos escalafobéticos e incompreensíveis deram lugar a um gutural audível, além de letras mais profundas e um melhor aproveitamento da voz de Oliver, vocalista da banda. Os melódicos são de arrepiar, além de que o teclado incorpora perfeitamente cada faixa.

Claro, os fãs putinhas detestaram, querem peso, querem berros, querem mais do mesmo, o que ao meu ver não faz sentido. Eu procurei ouvir os álbuns anteriores e basicamente flertavam com o deathcore, ou seja, mais do mesmo, exceto as composições, que eram bacanas.

Bem, mas pelo que pude entender dos diversos comentários criticando a mudança da banda, foi que eles temem que o BMTH se torne em algo pop, o que é uma tremenda burrice.

No vídeo você confere a evolução do vocalista no decorrer dos álbuns.

Eu pensei que essa mentalidade underground tivesse mudado, mas ainda existem pessoas que enxergam o popular como algo ruim. É a mesma galera que diz "Slipknot é ruim, pois virou pop" mas bate o cartão todas as vezes que os caras vem ao Brasil. 

Esse preconceito bobo só estraga o cenário musical e dificulta o nosso acesso a bandas ótimas.

Não fiquem putinhas, eu entendo essa mentalidade, pois em minha adolescência eu era um fã putinha do Slipknot, e achava que eles não deveria ser muito popular, mas quase tive um orgasmo quando os assisti no Rock´n Rio pela TV.

Repito, radicalismo não leva a nada, a musica em si foi feita para ser ouvida e curtida.

Voltando ao Bring Me The Horizon, saibam que em Sempiternal você encontrará um álbum bem produzido, além de uma musica mais madura, sem aquela pegada adolescente, que ao meu ver é/era 90% do atrativo do publico dos álbuns anteriores.

Sempiternal é tão bom que levou o premio APM como álbum do ano, mesma categoria que Avenged Sevenfold competiu com a música "Hail to the King" no ano passado. Enquanto você esta ai, chorando e reclamando, seu putinha!